Pilates

Descrição

Um aspecto interessante da metodologia do Pilares é seu diferencial na ativação do "centro de forças" do corpo chamado de “powerhouse” (abdômen, coluna e região pélvica) associado à respiração lenta sentindo o abdômen e encolhendo-o ao máximo como se o umbigo fosse colar nas costas, as costelas fechando em direção ao centro.

Exercícios cinésioterápicos associados à metodologia do Pilates

A respiração é fundamental em cada exercício de Pilates, porque, ajuda controlar os movimentos, permite oxigenar os músculos, facilita a estabilização da coluna e a movimentação dos membros. A expiração é forte, a inspiração é profunda, deve preencher os pulmões de ar, inspiração pelo nariz e a expiração pela boca.

No processo expiratório o diafragma se eleva gerando assim um “empurrão” dos músculos abdominais para dentro, no qual cria um centro de energia forte e fundamental para o processo de estabilização. A respiração deve ser lenta durante todo o momento, sempre de forma contínua, as inspirações e expirações devem ter a mesma duração o que permitirá um bom “intercâmbio” entre oxigênio e dióxido de carbono em todo o corpo.

O processo de estabilização ocorre, porque este trabalho de contração estabiliza a pelve e coluna, auxiliando a reabilitação de áreas com fraqueza muscular com maior eficiência, principalmente na integração de tronco com MIs (membros inferiores). Estes exercícios não devem se concentrar em exercícios padronizados (ou receita de bolo), ou repetidos de indivíduo para indivíduo, mas com prioridade a personalização e a individualidade. O nível de condicionamento, aptidões físicas, objetivos do indivíduo, não deve ser desconsiderado.

Alguns especialistas dizem serem os exercícios mais eficientes de todos os tempos, e é praticada por mais de 80 anos e só nas últimas décadas se popularizou por todo o mundo.

Ao usar os exercícios do Pilates com objetivos terapêuticos em pacientes com instabilidade e muita dor na coluna vertebral, não se descarta preocupação com o tronco, mas também, as possíveis instabilidades na pelve que resultam em inadequada integração dos membros inferiores (DMI, discrepância de membros inferiores) e muito provavelmente instabilidade na coluna.

Dentro dos objetivos do Pilates, faz-se necessário entender que as classificações das fibras musculares ocorrem de acordo com o metabolismo energético, velocidade de contração, coloração histoquímica e sua atividade enzimática. Possuímos dois tipos principais de fibras: tipo I, as fibras lentas oxidativas ou vermelhas, e tipo II, as fibras rápidas ou fibras brancas, que são subdivididas nos tipos IIa rápidas oxidativas-glicolíticas e IIb rápidas glicolíticas.

E quando o foco é fortalecimento do tronco, seus músculos alem de sustentar a coluna vertebral são muito importantes para atividades duradouras visando manutenção da postura, possuem na sua maioria fibras lentas do tipo I: lentas oxidativas ou vermelhas. As fibras tipo I ou lentas oxidativas possuem grande vascularização, são ricas em mitocôndrias, têm alta capacidade de oxidar aerobicamente carboidratos e ácidos graxos para gerar ATP (trifosfato de adenosina ou adenosina trifosfato, é um nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia em suas ligações químicas), permitindo exercícios duradouros. Porém, como a velocidade de produção de ATP por processo aeróbios é bem menor do que a velocidade das vias anaeróbias e a reserva de substratos para a oxidação aeróbia é maior, as fibras tipo I têm contração mais lenta e mais prolongada e sofrem fadiga mais lentamente.

Os exercícios que atingem melhor essas fibras do tipo I ou lentas oxidativas ocorrem associados à ‘respiração’ lenta (ex. após inspiração o movimento ocorre na expiração). A respiração é essencial, pois ela ajuda a controlar os movimentos, permite oxigenar os músculos, facilita a estabilização da coluna, movimentação dos membros e o relaxamento. A expiração deve ser forte, seguida de inspiração profunda, permitindo preencher os pulmões de ar. Inspiração pelo nariz e a expiração pela boca, deve ser lenta durante todo o momento, sempre de forma contínua.

Fisioterapeuta Evandro Luiz.